Santo Agostinho

Exemplo de estar no mundo com um desejo inflamado de viver a  Fraternidade, de ser um só coração e uma só alma com irmãos. Como ele mesmo diz: “Os maus não são bons, por que os bons não são melhores”, buscando dentro de si o desejo de ser melhor para o irmão que o Senhor escolheu para mim. 

Filósofo e Padre da Igreja. Filho de mãe cristã (Mônica, santificada pela Igreja) e de pai pagão, não batizado. Menosprezou o cristianismo até que, aos dezoito anos, enquanto estuda em Cartago, ao ler o Hortênsio de Cícero, inicia uma procura angustiada da verdade. Após uns anos de adesão ao maniqueísmo, converte-se primeiro a esta doutrina no ano de 374 e posteriormente ao cepticismo. Professor de Retórica em Cartago e depois em Milão. Nesta última cidade (384) conheceu as doutrinas neoplatónicas; isto, mais o contato com Santo Ambrósio, bispo da cidade, predispõe a admitir o Deus dos cristãos. Pouco a pouco percebe que a fé cristã satisfaz todas as suas inquietações teóricas e práticas e entrega-se inteiramente a ela; é batizado em 387. Passa por Roma e regressa à sua Tagaste natal, na costa africana, onde organiza uma comunidade monástica. Ordenado sacerdote em 391, quatro anos mais tarde, se torna bispo de Hipona, cargo em que desenvolve uma atividade pastoral e intelectual extraordinária até à sua morte.

São Luís de Montfort

São Luís Maria de Montfort nasceu a 31 de Janeiro de 1673, num pequeno vilarejo chamado Montfort, localizado na Bretanha francesa. Foi batizado no dia seguinte ao seu nascimento. Era o filho primogênito de uma família numerosa.Com 11 anos deu entrada no colégio dos jesuítas de Rennes, onde recebeu uma sólida formação humana e espiritual e concluiu o curso de filosofia em 1692. Sentindo-se chamado ao sacerdócio decidiu ir em 1693 para Paris para ingressar no Seminário de S. Sulpício, em vista dos estudos teológicos que freqüenta na Universidade de Sorbonne. Recebeu uma formação teológica apurada e sistemática na qual apoiará sempre o seu trabalho missionário. Revelou ser um aluno brilhante tanto nas ciências teológicas quanto na “ciência dos santos”. Foi ordenado sacerdote a 5 de Junho de 1700. Tinha decidido ser padre para se consagrar à causa da evangelização dos povos em países estrangeiros, socorrer os pobres e proclamar o “Reino de Jesus Cristo por Maria”.

Em Julho de 1706 foi a Roma a pé para ser recebido pelo Papa Clemente XI para que este o confirmasse na sua vocação missionária. Foi recebido no dia 6 de Julho desse ano. O Papa confere-lhe o título de Missionário Apostólico e lhe pede para ser missionário na França “renovando o espírito do cristianismo nos cristãos”. Em obediência ao Papa, Montfort tornou-se um missionário exímio e destacou-se pela sua grande devoção a Nossa Senhora. Para dar continuidade ao seu ardor missionário fundou a Congregação dos Missionários Monfortinos, a Congregação das Filhas da Sabedoria e dos Irmãos de S. Gabriel. Como complemento à sua atividade missionária escreveu vários livros com destaque para o Tratado da Verdadeira Devoção a Maria.

Montfort legou à Igreja uma espiritualidade original, centralizada na Sabedoria e nos meios para alcançá-la; entre esses meios se destaca Maria. Uma espiritualidade que leva a uma consagração total a Jesus por Maria. (Escravo por amor, essa é nossa missão).

Morreu a 28 de Abril de 1716, com 43 anos, após ter realizado mais de uma centena de missões populares. Foi beatificado em 1888 e canonizado, em Roma, em 1947 pelo Papa Pio XII. (Que o proclamou apóstolo de Maria Santíssima)

Santa Terezinha do Menino Jesus

Ensina-nos a sermos pequenos e simples, fiéis e obedientes para podermos ser no coração da Igreja o Amor. 

Francesinha, que nasceu em Aliçon 1873, e morreu no ano de 1897. Santa Terezinha não só descobriu no coração da Igreja que sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Terezinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas, com a autorização do Papa e viveu sua vida  na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus e em tudo o que Ele fazia em sua pequenez. .

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que ensinou a pequena via da infância espiritual, devemos imita-la na busca da santidade.

O mais profundo desejo do coração de Terezinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, a santidade, selada na autobiografia "História de uma alma". E como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores, que não conheciam Jesus, continua ainda hoje vivendo no Céu, fazendo o bem aos da terra, por isso ela é nossa baluarte.

Foi proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944 e Doutora da Igreja. Ela nos ensina o caminho da santidade pela humildade. Em 1897, na data do seu centenário, ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: "céus"; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : "meu Deus, eu vos amo...eu vos amo".   

Beata Alexandrina Maria da Costa

Apóstola da Eucaristia. Ensina-nos amar, sofrer e reparar os sacrilégios cometidos contra o Santíssimo Corpo, Sangue, Alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, levando-nos a estar com Ele em todos os sacrários do mundo onde Ele não é devidamente honrado e amado.

Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.

Em seguida começou a ter experiências místicas cada vez mais fortes que começavam numa sexta-feira, 3 de outubro de 1938 e terminavam no dia 24 de março de 1942. Experimentou 182 vezes, todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão e desde 1942 até o dia da sua morte, Alexandrina alimentou-se unicamente da Eucaristia por mais de treze anos.

Depois dos dez longos anos de paralisia que ela havia oferecido para a reparação Eucarística e para a conversão dos pecadores, no dia 30 de julho de 1935 Jesus apareceu-lhe e lhe disse: “Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (…) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (…) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo”.

Também a Virgem Maria apareceu-lhe no dia 2 de setembro de 1949 com um terço na mão, dizendo: “O mundo agoniza e morre no pecado. Quero oração, quero penitência. Protege com o meu terço aos que amas e a todo o mundo”. No dia 13 de outubro de 1955, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina exclamou: “Sou feliz porque vou ao Céu”. Às 19:30 h desse mesmo dia expirou.

Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 25 de Abril de 2004. A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação. Balasar, atualmente, é o segundo local de maior peregrinação em Portugal (o primeiro local é Fátima).

Beata Elena Guerra

Apóstola do Espírito Santo nos conduz a buscar uma vida cada vez mais inserida no Espírito de Deus, através da vivência da Efusão do Espírito Santo, dos carismas e frutos do Espírito.

Elena Guerra nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar, profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedicou à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determinou a sua orientação à vida interior e de seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma, para promover entre as jovens, a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria.

No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, deu início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminou na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. Foi neste período que Santa Gemma Galgani se tornou a “sua aluna predileta”.

Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior para trabalhar de alguma forma na divulgção à Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreveu secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito, e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dostempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos Bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902.

Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo.

Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, sábado santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para uma verdadeira “renovação da face da terra”.

Elevada à honra dos altares em 26 de Abril de 1959, justamente o Papa a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, assim como Santa Maria Madalena foi a apóstola da Ressurreição e Santa Maria Margarida Alacoque a apóstola do Sagrado Coração.